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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O que é Honestidade?

Sigmund Freud explicou assim. Ele disse que quando somos criados em sociedade, internalizamos as virtudes sociais. Essa internalização leva à geração do superego. Em geral, o superego fica contente quando obedecemos à ética da sociedade, e descontente quando não obedecemos. É por isso que paramos o carro às 4 horas da manhã ao ver o sinal vermelho, mesmo sabendo que não há ninguém por perto; e é por isso que termos sensação de prazer quando devolvemos ao dono uma carteira perdida, mesmo que nossa identidade nunca seja revelada. Tais atos estimulam os centros de gratificação do cérebro – o nucleus accumbens e o caudate nucleus – e nos deixam contentes. Mas, se a honestidade é importante para nós (em pesquisa recente, com quase 36 mil alunos de ensino médio nos Estados Unidos, 98% deles afirmaram que era importante ser honesto) e se a honestidade nos faz bem por que somos desonestos com tanta freqüência? Este é meu palpite: nós nos preocupamos com a honestidade quando queremos ser honestos. O problema é que nosso monitor interno de honestidade só está ativo quando contemplamos grandes transgressões, como pegar uma cais inteira de canetas da sala de reunião. Para as pequenas, como pegar uma ou duas canetas, nem mesmo levamos em conta o quanto esses atos se refletiriam em nossa honestidade e, então, o superego fica adormecido.



(do livro: “Previsivelmente Irracional – como as situações do dia-a-dia influenciam as nossas decisões” – Dan Ariely)


Luciano - Copyright © 2009

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